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Atraso no plantio da soja já compromete safrinha de milho

Produtor Wagner Condé, de Paracatu (MG): atraso na soja limita o plantio da safrinha de milho
Produtor Wagner Condé, de Paracatu (MG): atraso na soja limita o plantio da safrinha de milho
Christian Rizzi/Gazeta do Povo

A principal consequência das adversidades climáticas que complicaram o plantio da soja será para o milho de inverno. O impacto das duas ou três semanas secas na produtividade da oleaginosa divide técnicos e produtores, mas há consenso sobre a redução da área do cereal.

Quem prevê queda na soja no Centro-Oeste estima produtividade de 5% a 10% menor, considerando as áreas que sofreram com a seca e as áreas que estão sendo plantadas tarde demais. Mesmo nesses casos, dizem que são necessárias mais algumas semanas para saber se o país irá ou não atingir 81 milhões de toneladas da oleaginosa em 2012/13.

“Não houve propriamente atraso no plantio. A questão é que nos últimos dois anos a safra foi antecipada e agora está começando em sua época tradicional”, avaliou o agrônomo José Rodolfo Costa, que atua na Ceagro Los Grobo e participa da Expedição.

De acordo com ele, a maior parte da safra está sendo plantada numa época tecnicamente melhor que do que os produtores haviam planejado pensando em acelerar os trabalhos agora para garantir mais tempo ao milho safrinha.

“As áreas plantadas no momento de arranque da safra vão render 5% menos que o previsto. E quem não plantar milho até 20 de fevereiro, também estará correndo risco de quebra no cereal”, disse o agrônomo Iru Muara, responsável por áreas que somam seis mil hectares na região de Rio Verde (GO).

Diferente do que ocorreu em Mato Grosso – onde os produtores conseguiram plantar, em outubro, área de soja maior do que a ser destinada ao milho de inverno, em janeiro –, estados vizinhos calculam redução expressiva nos campos do cereal. “Todo mundo deu uma segurada por falta de chuva e a safrinha foi para o brejo para muitos de nós”, conta o produtor Wagner Condé, de Paracatu(MG). Nos chapadões entre o município e Unaí, o cereal tende a perder até 50% de seu espaço, prevê.